Mesas redondas

Todas as Mesas Redondas serão realizadas no auditório Bicalho – FAFICH

06 de junho às 9h – Mesa de abertura: Em que sociedade vivemos? A sociologia diante dos novos desafios locais e globais.

Em parceria com 19º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, este evento tem como objetivo abordar a emergência de fenômenos sociais na sociedade brasileira e demais partes do mundo, que perpassam tanto o espaço público, como o processo das subjetividades das sociedades contemporâneas. É nesse sentido que a mesa de abertura propõe uma discussão acerca da trajetória, dos avanços e dos novos desafios da Sociologia na investigação da realidade social. Tendo em vista as diversas articulações de níveis locais, nacionais e global, soma-se à necessidade de um olhar sociológico transnacional, uma reflexão sobre o curso e o desenvolvimento das ferramentas teóricas e metodológicas, assim como as potencialidades das análises sobre as mudanças sociais.

Convidados:
Prof. Dr. Renan Springer (coordenador do Programa de Pós-Graduação em Sociologia) e Profa. Dr. André Junqueira (coordenador do programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da PUC-Minas)

Moderação: Glauber Loures de Assis e Luana Hordones Chaves


06 de junho às 11h – Mesa Redonda 01: Religião e sociedade no Brasil do século XXI

Essa mesa redonda pretende realizar uma reflexão sobre o panorama religioso brasileiro na contemporaneidade, tendo como eixo central o debate sobre religião e esfera pública, em suas mais variadas manifestações, tais como: a) religião e política; b) laicidade do Estado; c) minorias religiosas e suas representações; d) conflitos inter-religiosos; e) religião e gênero.    

Moderador:Dr.Stephen Simim (PUC – MG)

Convidados:
Profa. Dra. Cristina Maria de Castro (PPGS – UFMG
Profa. Dra. Nina Rosas (PPGS – UFMG)
Prof. Dr. Flávio Senra (PUC – MG)
Dr. Glauber Loures de Assis (PPGS – UFMG)


06 de junho às 17h – Mesa Redonda 02: Desafios e dilemas da sociologia da educação no Brasil contemporâneo

Essa mesa redonda se propõe a debater, sob as lentes da sociologia, os dilemas e desafios que permeiam a educação no Brasil contemporâneo, tais como: a) crise da Universidade pública; b) condição docente no século XXI; c) relação entre desigualdades educacionais e desigualdades socioeconômicas no Brasil contemporâneo; d) educação e gênero; e) ensino religioso e Estado laico; f) educação e política no Brasil em 2019.

Moderador: Dr. Glauber Loures de Assis (PPGS – UFMG)

Convidados:
Profa. Dra. Rafaela Reis (UFJF)
Profa. Dra. Licínia Maria Correa (FAE – UFMG)
Prof. Dr. Elias Evangelista Gomes (ICHL – UNIFAL-MG)
Prof. Dr. Claudio Marques Martins Nogueira (FAE – UFMG)
Prof. Dr. João Valdir Alves de Souza (FAE – UFMG)



07 de junho às 9h – Mesa Redonda 03: Novas perspectivas na interface entre estudos feministas e dinâmicas criminais

Moderação: Profa. Dra. Ludmila Ribeiro (UFMG)

Debatedores:
Prof. Dra. Alessandra Sampaio Chacham (PUC – Minas)
Profa. Dra. Lúcia Lamounier (PUC – Minas)
Dra. Luana Hordones Chaves (PPGS – UFMG)

A teoria feminista, ao tratar das questões de agência, do modo como as interações humanas são estruturadas, institucionalizadas e hierarquizadas, e da apreensão das conotações práticas da análise social, torna-se indispensável para as abordagens das dinâmicas criminais contemporâneas. Considerando o aumento da ação e da participação da mulher na vida criminal, sobretudo no tráfico de drogas, e as altas taxas de aprisionamento feminino no Brasil e no mundo, a proposta desta mesa é debater as novas perspectivas e os estudos recentes das áreas de pesquisa.


07 de junho às 11h – Mesa Redonda 04: Juventude e violência urbana

Esta mesa irá discutir a temática da violência urbana com foco na juventude, dado que os jovens brasileiros são as principais vítimas e também os principais autores dos homicídios ocorridos nas periferias urbanas. Pretende-se abordar, nesse contexto, tanto as dinâmicas de violência nas periferias brasileiras, quanto as trajetórias desses jovens e como elas se relacionam com configurações espaciais das cidades.

Moderação: Profa. Dra. Valéria Oliveira (UFMG)

Debatedores:
Prof. Dra. Ana Marcela Ardila Pinto (UFMG)
Prof. Dr. Bráulio Figueiredo Alves da Silva (UFMG)
Prof. Dr. Felipe Zilli (FJP)

                                          


07 de junho às 17h – Mesa Redonda 05 – Sociologia das Organizações:  instituição, mercado e redes.

Moderação: Prof. Dr. Antônio Augusto Pereira Prates

Desde os anos 80 que a disciplina acadêmica Sociologia das Organizações vem se transformando paradigmaticamente. Estruturada, no seu nascimento, em torno do conceito weberiano de burocracia e racionalização técnica na sociedade ocidental, a disciplina sociologia das organizações  vem desde os anos 1950 incorporando conceitos sociológicos em sua matriz analítica de forma a, cada vez mais, se constituir em um objeto genuíno do mainstream da  análise sociológica, deixando em um segundo plano a feição administrativista do modelo burocrático weberiano. De uma maneira geral, esta reorientação paradigmática da sociologia das organizações foi resultado de uma aproximação interdisciplinar da psicologia comportamental, economia neo-clássica, sociologia interpretativa, incluindo a fenomenologia da tradição pragmatista, e a antropologia cultural. A sociologia das organizações nunca mais foi a mesma do mainstream desde os estudos de H. Simon e J. G. March  em  grupo interdisciplinar de psicólogos, economistas e cientistas políticos no Carnegie Institute  do final dos anos 1950 em diante. Desde então não podemos mais “falar” de organizações ou mesmo de sociologia das organizações como se fosse um paradigma estável  teórica e metodologicamente circunscrito ao estudo do comportamento ou da estrutura  organizacional. Organizações, hoje, são vistas como sistemas frouxamente articulados  de normas, atividades e racionalidade ensejando a emergência de práticas ritualísticas e cerimoniais de estabilidade. Esta MR pretende discutir o entrecruzamento destes temas  e abordagens não para buscarmos um consenso sobre o campo mas para explicitarmos os diferentes vezes que se escondem sob a linguagem elegante dos modelos teóricos.